top of page

SUS lança teleatendimento em saúde mental para mulheres vítimas de violência, mães atípicas e cuidadoras de pessoas com deficiência ou doenças raras

26 de ago.
2 min de leitura


O Ministério da Saúde passou a oferecer, a partir desta segunda-feira, um novo serviço gratuito de teleatendimento em saúde mental voltado a mulheres em situação de violência e a cuidadoras sobrecarregadas pelo cuidado não remunerado. A iniciativa prevê até 100 mil consultas por mês, realizadas por videochamada, e amplia o acesso ao apoio psicológico para quem enfrenta esse tipo de vulnerabilidade em todo o país.

Quem pode ser atendida

O serviço é destinado a mulheres a partir de 18 anos que vivem ou já viveram algum tipo de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Também podem ser atendidas mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que acumulam sobrecarga de cuidado não remunerado, como as responsáveis por pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras — grupo que inclui as chamadas mães atípicas.

Não é preciso apresentar encaminhamento de outra unidade de saúde nem qualquer documento que comprove a situação de violência ou a condição de cuidadora para ter acesso ao atendimento.

Como agendar a consulta

O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, com login pela conta gov.br. Dentro da plataforma, a usuária deve acessar a seção “Miniapps” e selecionar a opção “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”. Em seguida, ela é direcionada para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), onde realiza o cadastro e informa se está em situação de violência ou se exerce o papel de cuidadora.

A equipe responsável entra em contato em até 24 horas para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Até a data agendada, ela recebe lembretes e, no dia marcado, o link de acesso à teleconsulta.

Como funciona o acompanhamento

Nos casos de violência, o primeiro contato é usado para avaliar riscos, a rede de apoio disponível e as principais demandas da paciente. Cada usuária pode realizar até dez sessões por ciclo, com a possibilidade de iniciar um novo ciclo sempre que for necessário. Ao final do processo, quem precisar de continuidade pode ser encaminhada a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou a outro serviço da rede — que também pode ser procurado diretamente pela paciente, independentemente do teleatendimento.

O atendimento é feito exclusivamente por psicólogas mulheres, para favorecer o acolhimento das pacientes, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, no horário de Brasília.

Comentários


  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • YouTube
  • TikTok

©2026 por Conexão Elas

Notícias, Negócios e Protagonismo Feminino

bottom of page