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Dia Internacional do Chá: nutricionista explica benefícios, cuidados e mitos sobre a bebida

  • 21 de mai.
  • 3 min de leitura


Presente em diferentes culturas e cada vez mais popular na rotina dos brasileiros, o chá vai muito além de uma bebida para os dias frios. Neste Dia Internacional do Chá, celebrado em 21 de maio, a nutricionista Tatiane Ribeiro destacou os benefícios, os cuidados necessários e os principais mitos relacionados ao consumo da bebida.

Segundo a nutricionista, quando consumido da forma correta, o chá pode trazer impactos positivos, tanto para o corpo, quanto para a mente. “O chá contribui para a hidratação do organismo, oferece compostos antioxidantes e anti-inflamatórios e pode auxiliar em funções específicas dependendo da planta utilizada, como relaxamento, digestão, sono e imunidade”, explica.

Além dos benefícios nutricionais, Tatiane ressalta que o momento de preparar e consumir o chá também funciona como uma prática de autocuidado. “O ritual de fazer um chá favorece momentos de pausa e bem-estar, o que impacta positivamente a saúde mental”, afirma.


Erros comuns no consumo


Apesar de ser visto como uma bebida saudável, a nutricionista alerta que muitos hábitos do dia a dia podem comprometer os benefícios do chá. Entre os erros mais comuns estão: o uso de água excessivamente quente; deixar a infusão por tempo prolongado; exagerar na quantidade consumida; e utilizar o chá como substituto de tratamentos médicos. “A ideia de que ‘quanto mais, melhor’ não funciona para os chás. Algumas ervas possuem contraindicações e podem interagir com medicamentos”, alerta.

Outro ponto importante é o excesso de açúcar. Segundo Tatiane, embora o açúcar não destrua diretamente os antioxidantes da bebida, ele favorece processos inflamatórios no organismo, reduzindo o impacto positivo do chá na saúde.


Natural, sachê ou industrializado?


De acordo com a nutricionista, existe diferença significativa entre os tipos de chá disponíveis no mercado. Os preparados com folhas frescas ou soltas preservam maior quantidade de compostos benéficos. Já os sachês podem manter boa qualidade, desde que sejam produzidos com matéria-prima adequada. “Muitos sachês de baixa qualidade utilizam apenas resíduos e pó das plantas, o que reduz bastante o teor de compostos ativos”, explica.

As versões industrializadas prontas para consumo, como bebidas em garrafinha ou caixinha, aparecem como as menos nutritivas por conta da presença de açúcar, conservantes e do processo de industrialização.


Gestantes, crianças e idosos precisam de atenção



Tatiane reforça que alguns grupos devem ter cuidado redobrado antes de incluir determinados chás na rotina.

Gestantes, por exemplo, só devem consumir chás com orientação médica, já que algumas ervas podem estimular contrações uterinas ou atravessar a barreira placentária.

No caso das crianças, o organismo é mais sensível aos compostos das plantas, especialmente aos chás com cafeína, que podem afetar o sono e o sistema nervoso.

Já os idosos precisam observar possíveis interações entre ervas e medicamentos de uso contínuo.

“O chá verde pode interferir em anticoagulantes. A erva-de-são-joão pode reduzir a eficácia de antidepressivos e anticoncepcionais. Por isso, é importante sempre consultar um profissional”, orienta.


“Chá detox” emagrece?


As promessas de emagrecimento rápido através de chás populares nas redes sociais também foram comentadas pela nutricionista. Segundo ela, não existe nenhum chá capaz de eliminar gordura sozinho ou promover um “detox” milagroso no organismo.

“Nosso fígado e rins já fazem naturalmente o trabalho de eliminar substâncias prejudiciais. Alguns chás podem auxiliar no metabolismo ou reduzir retenção de líquido, mas isso não substitui alimentação equilibrada e atividade física”, explica.

Ela também faz um alerta sobre produtos vendidos como “seca barriga” ou “emagrecedores”, que muitas vezes possuem efeito apenas diurético ou laxativo.


Melhor horário para consumir


Tatiane explica que alguns horários podem potencializar os efeitos de determinadas ervas. Pela manhã, chás com cafeína, como verde e preto, ajudam na energia e concentração. Após as refeições, opções como hortelã, gengibre e erva-doce auxiliam na digestão. Já à noite, camomila, melissa e erva-cidreira favorecem o relaxamento e o sono.


O maior mito sobre os chás


Para Tatiane Ribeiro, o principal equívoco é acreditar que produtos naturais são automaticamente seguros. “O maior mito é achar que chá não faz mal por ser natural. Toda planta possui compostos ativos e, dependendo da dose ou da situação, pode causar prejuízos à saúde”, destaca.

Ela cita como exemplo o boldo em excesso, que pode agredir o fígado, e a erva-de-são-joão, conhecida por interferir na eficácia de medicamentos.


O chá indispensável


Entre tantas opções, a nutricionista escolhe o chá de gengibre como um dos mais versáteis para incluir na rotina.

“O gengibre possui ação anti-inflamatória, auxilia na digestão, ajuda na imunidade e ainda pode contribuir levemente para o metabolismo. É acessível, fácil de encontrar e combina com diferentes ingredientes”, finaliza.


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